GRUPOS DE TRABALHO


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1 - Catolicismo(s) ontem, hoje e sempre...?
Interfaces com o tempo, sociedade e cultura.


Dr. Rodrigo Portella - Doutor em Ciência da Religião - UFJF
Paulo Victor Zaquieu-Higino - Mestrando em Ciência da Religião - UFJF

O GT compreende que o catolicismo é uma expressão da religião cristã em forma plural e que assim tem se manifestado historicamente. Entrementes, a Igreja Católica também reivindica a unidade da fé e doutrina, ainda que sob formas plurais de realização de tal intento. Eis o paradoxo (ou não): uma expressão religiosa que vive na/da dialética unidade-diversidade, instituição-carisma, normatividade-liberdade. A partir de tais pressupostos, este grupo de trabalho objetiva unir pesquisadores interessados em discutir as diversas temáticas relacionadas à Igreja Católica ao longo da história, particularmente aquelas que manifestam as tensões inerentes à complexidade da dialética unidade-diversidade, em suas muitas expressões e interfaces. Concretamente o GT propõe, entre outros, os seguintes segmentos temáticos: História do Catolicismo: Catolicismo Romano, Organização e Hierarquia Eclesiástica; Catolicismo Popular; Teologias da História: concepções teológicas acerca do tempo em grupos milenaristas, ultramontanos, integristas, tradicionalistas e neoconservadores; Relações da Igreja com a política, artes, teologias dissidentes e movimentos sociais católicos.
Teologia Católica. Unidade e pluralidade. Expressões do catolicismo nas sociedades.

2 - Epistemologia e metodologias da Ciência da Religião


Fábio L. Stern – Doutorando em Ciência da Religião (PUC-SP).
Matheus Oliva da Costa – Doutorando em Ciência da Religião (PUC-SP).
Omar Lucas Perrout Fortes de Sales – Pós-doutorando em Ciências da Religião (PUC-Goiás).

O que caracteriza a Ciência da Religião? O que nos diferencia da Antropologia, Sociologia, História, Teologia ou Filosofia? Há metodologias próprias em Ciência da Religião, ou apenas empréstimos dessas outras áreas? Seria a Ciência da Religião uma ciência autônoma, com histórico e estatuto epistemológico, ou um campo disciplinar formado por diferentes ciências? Seria a Ciência da Religião no Brasil o equivalente à Religionswissenschaft alemã, ou estamos a falar de outra disciplina? Quais seriam os autores ou obras clássicas para a Ciência da Religião? Quais os horizontes de atuação profissional a partir do entendimento do que seja a práxis da Ciência da Religião? Há como fazer Ciência da Religião para além da Academia? Quais seriam suas aplicabilidades?Com a consciência de que essas perguntas podem gerar múltiplas respostas, este GT acolherá trabalhos que discutam esses e outros temas correlacionados.

Palavras-chave: História da ciência. Epistemologia. Metodologia. Ciência prática.


3 - Variações sobre Rubem Alves


Edson Fernando de Almeida - Prof. Departamento de Ciência da Religião - UFJF
Gustavo Claudiano Martins - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF

Colocamo-nos diante do multifacético e singular pensamento de Rubem Alves, donde brota, sobretudo, a poesia e a visão desconcertante do fenômeno religioso para além dos reducionismos psicossociológicos. Na teopoética de Rubem, a linguagem religiosa aparece como teia de palavras nascidas das entranhas humanas e lançadas sobre o abismo do mundo para torná-lo um lugar de beleza e verdade. Tal linguagem tece uma rede de símbolos com os quais o homem discrimina objetos, tempos e espaços, como abóboda sagrada a recobrir o mundo, símbolos nos quais se dependura e que fazem seu corpo estremecer. Esta é a marca emocional/existencial da experiência do sagrado. É por isso que Rubem Alves diz que as palavras formam redes, onde as pessoas se deitam, porque é nesse modo de conceber o mundo que se fundamenta a possibilidade de existência humana.É nessa linguagem que se apresenta o sentido da vida. De seus primeiros textos teológicos (em especial sua tese de doutorado intitulada A Theology of human Hope), perpassando por suas produções filosóficas sobre a religião (destacando-se “O enigma da religião”, “O que é religião?”, “Religião e Repressão”, “Dogmatismo e Tolerância” e “O suspiro dos oprimidos”) e aportando em suas crônicas, esse grupo temático visa compor “variações sobre Rubem Alves”. Abarca, portanto, trabalhos que se debruçam sobre sua biografia, sobre a vertente singular de sua Teologia da Libertação e ainda sobre sua extensa produção bibliográfica (mesmo que algumas delas não sejam estritamente sobre religião, a temática quase nunca lhe escapa) e também sobre os efeitos das reflexões religiosas dele nos mais diversos segmentos.

Palavras-chave: Rubem Alves; Teopoética; Teologia da Libertação; Religião e Esperança.


4 - Religião e Cultura Pop


Felipe Magalhães Francisco - Doutorando em Ciências da Religião - PUC Minas.
Fabrício Veliq - Doutorando em Teologia - Katholieke Universiteit Leuven (KU Leuven).

O horizonte hodierno é marcado por um crescimento do acesso às mídias sociais, sobretudo por parte de uma população cada vez mais jovem. A juventude, na busca por temas diversos e ávidos por tudo aquilo que se coloca como “novo”, não seleciona seus conteúdos tendo por base os critérios religiosos pré-estabelecidos pela comunidade em que estão inseridos ou, até mesmo, por aqueles critérios religiosos dos quais sofreram influências culturais, mas muito mais pelos temas trazidos pela cultura pop, por meio de canais de YouTube, músicas de celebridades, poemas, etc. Ao mesmo tempo que esse tipo de atitude facilita o aliciamento por parte de grupos extremistas e alienantes, também favorece o acesso a grupos mais esclarecidos a respeito das questões atuais, possibilitando o contínuo processo de formação cultural, inclusive na transformação do elemento propriamente religioso nessa cultura. Também o fenômeno religioso passa por um processo contínuo de transformação e, sob influência da cultura, produz e oferece novas e múltiplas formas de acesso ao Sagrado. Nesse sentido, pensar a religião na atualidade implica também pensar a cultura e em como essa se mostra aberta à questão religiosa, podendo, assim, ser também considerada uma ponte para o diálogo ecumênico e inter-religioso na interseção de seus diversos agentes, sejam eles literários, musicais, cinematográficos, de redes sociais, etc. Interessam-nos comunicações que se insiram nessa interface entre cultura pop e religião, de modo a refletirmos, criticamente, como esses elementos manifestam o fenômeno religioso, bem como sinalizam aberturas legítimas para a produção de diálogo ecumênico e inter-religioso.

Palavras-chave: Cultura Pop; Religião; Fenômeno Religioso; Diálogo Ecumênico; Diálogo Inter-religioso.


5 - Interfaces entre Literatura, Religião e História


José Leandro Peters  - Doutor em História – UFJF
Edson Munck Júnior - Doutorando em Ciência da Religião – UFJF

O enfoque desse GT é reunir trabalhos interessados na interface entre os três campos: literatura, religião e história. Na linha teórica da Nova História Cultural, consideramos que os textos literários dialogam com as experiências e as expectativas dos seus autores, constituindo-se em representações do passado, presente e futuro que objetivam atingir um determinado público alvo. Esse por sua vez pode se apropriar das ideias defendidas pelos autores de modos variados. Nos diversos textos literários é possível encontrar vestígios da religiosidade de um indivíduo ou de uma sociedade porque o homem, quando elabora o seu discurso, o faz de um determinado lugar, com objetivos específicos, voltando-o para um público alvo e assim reflete a sua representação do mundo, da sociedade e da fé. Logo, sua produção é o suporte de um sentido transmitido pela imagem ou pelo texto que pode ser lido e apropriado sob uma gama infinita de concepções ao longo do tempo. Nesse processo contínuo de apropriação e representação do real e do imaginário, concepções e conceitos religiosos são forjados, defendidos e difundidos, tornando os textos literários fontes importantíssimas para o estudo do fenômeno histórico e religioso. Sendo assim, o GT tem o interesse em receber e discutir trabalhos que se proponham a estudar o fenômeno religioso a partir de textos literários ou os tomam como fontes para estudo de temáticas relacionadas à religiosidade.
Palavras-chave: Interfaces, Diálogos, História, Literatura, Religião.


6 - Islã e Pluralidade: Religião, Sociedade e Cultura


Delano Santos - Doutor em Ciência da Religião – PPCIR/UFJF.
Karolina dos Santos - Mestranda em Ciência da Religião – PPCIR/UFJF.

O GT Islã e Pluralidade: Religião, Sociedade e Cultura pretende reunir pesquisas no campo de estudos sobre a religião islâmica visando refletir e dialogar sobre o Islã nas suas várias representações. Devido a sua pluralidade e relevância no cenário religioso atual, o Islã demanda reflexões acadêmicas multidisciplinares que perpassem os campos da Ciência da Religião, Ciências Sociais, Filosofia, Teologia, História e Literatura. Assim, o GT irá explorar diferentes modos de percepções do Islã a partir de pesquisas acadêmicas provenientes dos vários campos do conhecimento. O universo islâmico tem passado por várias transformações estruturais ocasionando múltiplas interpretações tanto pelo mundo ocidental não-muçulmano quanto pela própria comunidade (ummah) dos muçulmanos. Percebe-se ainda que no contexto religioso atual há uma crescente manifestação de intolerância em relação aos muçulmanos que se dissemina tanto pela mídia quanto pelas redes sociais. Diante dessa realidade, os participantes do GT, através das apresentações de pesquisa, estarão envolvidos ativamente na busca por uma compreensão interdisciplinar do Islã para trazer novas formas de se entender a diversidade e pluralidade dessa religião, questões tão importantes para o desenvolvimento de uma perspectiva de diálogo interdisciplinar sobre o tema. Devido a uma carência de pesquisas sobre o Islã no Brasil, o GT Islã e Pluralidade: Religião, Sociedade e Cultura poderá auxiliar no desenvolvimento desse campo do conhecimento humano no contexto acadêmico brasileiro.

Palavras-chave: Islã, Pluralidade, Interdisciplinaridade. 


7 - Religião e Poder: Conflitos de motivação religiosa, mobilizações e controle territorial


Vinícius Cruz Pinto - em Antropologia - UFF
Leonardo Vieira - Mestrando em Antropologia - UENF

A proposta deste grupo de trabalho visa aceitar artigos que tenham como enfoque de pesquisa a relação entre religião e a perspectiva política. Trata-se dos conflitos que esta relação pode vir a ocasionar, muito embora entendamos que os conflitos, nesses casos, não estão na chave negativa de compreensão.Pelo contrário, é através deles que os interesses, relações de poder e a política são explicitados. Serão aceitos os trabalhos que estabeleçam a articulação de movimentos sociais, organizações sociais, comunidades e instituições estatais que tenham conflitos motivados pela religião, intolerância religiosa ou que os símbolos ou citações religiosas são diacríticos que estabeleçam claramente um poder estabelecido de um grupo que possua um controle, seja ele territorial, simbólico, mercadológico ou discursivo. Este grupo de trabalho é aberto a pesquisadores (as) dos vários níveis acadêmicos da área de ciências humanas, sociais e aplicadas, visando estabelecer uma transversalidade entre os trabalhos e objetivando uma discussão profícua a respeito do tema. A apresentação poderá ser na forma de banner, caso o proponente prefira. Não serão aceitos trabalhos de pesquisas que discutam apenas a religião, ou a socialidade que se estabeleça entre os indivíduos. O eixo deste GT é o conflito e a organização entre pessoas e em como as diferentes maneiras de expressão do poder estão como uma questão central nas relações entre diferentes agentes e agências.

Palavras-chave: intolerância religiosa; mobilizações políticas; controle territorial; segurança pública


8 - Cristianismo e Espaço Público: aspectos políticos e sociais


Reinaldo Azevedo Schiavo - Doutorando em Sociologia - IUPERJ.
Fabrício Roberto Costa Oliveira - Doutor em Ciências Sociais em Desenvolvimento
Agricultura e Sociedade - UFRRJ

A religião e, consequentemente, as instituições religiosas possuem uma considerável influência pública, estabelecendo laços sociais entre indivíduos, determinando normas de conduta e preceitos morais, legitimando e/ou deslegitimando ações coletivas e definindo pautas de debates políticos na ágora. As organizações sociais e políticas não estão isentas das influências do campo religioso, pois a religião, com seus sistemas de práticas e representações, está fortemente relacionada à ordenação do mundo e à estruturação das sociedades. Partindo dessa premissa, a proposta desse Grupo de Trabalho é debater pesquisas sobre a relação entre igrejas cristãs (católica, protestantes, (neo)pentecostais) e a organização/estruturação do espaço público. Serão aceitos trabalhos que abordem a relação e influência de denominações cristãs com a política, com os movimentos sociais, com os sindicatos, com as associações de bairros, etc. Também serão aceitas as pesquisas que analisem a influência do discurso religioso nos debates sobre temas de grande relevância para a ordenação do espaço público como, por exemplo, redução da maioridade penal, homofobia,gênero, corrupção, drogas, alcoolismo, dentre outros.

Palavras-chave: Religião, Espaço Público, Discurso Religioso, Política e Ações Coletivas


9 - Suicídio e Religião


Alexandre de Siqueira Campos Coelho – Doutorando em Ciências da Religião - PUC Goiás. 
Hamilton Castro da Silva - Doutorando em Ciências da Religião - PUC Goiás. 

O fenômeno do suicídio é um problema de saúde pública. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Psiquiatria, no Brasil ocorrem 9 mil casos de suicídio por ano, 24 por dia. Assim, este GT, a partir de reflexões sociológicas,pretende compreender em que medida a religião e o vínculo social estão relacionados com as atitudes frente ao suicídio e como esta variável (religião) atua na intenção ou preservação de que tal ato seja cometido. Desde os estudos de Durkheim, os pesquisadores vêm investigando a relação social da religião com o suicídio. Historicamente observa-se que algumas cosmovisões religiosas fundamentalistas podem levar ao suicídio coletivo ou individual, como nos casos do terrorismo. Todavia, verifica-se que algumas religiões proíbem com veemência o suicídio, defendendo o valor incondicional da vida humana. Desta forma, pergunta-se: qual o papel do fenômeno religioso frente ao suicídio? A emergência dos temas acerca da modernidade, pluralismo, crise de sentidos e identidades dão fôlego a esse debate. Esse grupo de pesquisa objetiva verificar as causas sociais que geram estruturas sociais que penetram profundamente na consciência das pessoas, fazendo com que se sintam inseguras num mundo confuso e cheio de possibilidades de interpretação. Dessa maneira, alguns indivíduos comprometidos com diferentes ofertas simbólicas acerca de possibilidades de vida, sentem-se perdidos. Dessa maneira, por mais que o suicídio pareça, à primeira vista, uma decisão do indivíduo, ele é visto pelas ciências sociais como uma condição construída pela sociedade, um ambiente favorável para o autoextermínio.

Palavras-chave: Suicídio, Religião, Modernidade, Crise de Sentidos, Identidades. 


10 - Resistências religiosas  afro-brasileiras e indígenas contra a intolerância e o racismo no Brasil


Carlos Alberto Ivanir dos Santos- Doutor em História Comparada - UFRJ
Carolina Rocha Silva - Doutoranda em Ciências Sociais - IESP/UERJ
Sandra Regina Marcelino Pinto - Doutoranda em Língua Portuguesa - PUC-SP

O Brasil é um país híbrido constituído através dos processos sociais e históricos entre as culturas religiosas afro-luso-americano. Americano, por sua posição geográfica e sua população indígena; lusitano por ter sido colonizado pelos católicos portugueses e africano, por ter aqui aportado os negros escravizados, em vários países africanos, que traziam consigo seus costumes, suas tradições e principalmente suas religiões e suas experiências religiosas. E fazer entender e compreender que estas experiências religiosas afro-brasileiras e indígenas são, também, manifestações do sagrado é um dos maiores desafios em prol da liberdade religiosa, para o fim do racismo e para o reestabelecimento da tolerância entre os indivíduos segregados religiosamente. Assim, o Grupo de trabalho tem por objetivo promover e fomentar um debate coeso sobre "Resistências religiosas afro-brasileiras e indígenas contra a intolerância e o racismo no Brasil".


11 - Religião e gênero em espaços plurais


Ana Luíza Gouvêa Neto - Doutoranda em Ciência da Religião - UFJF
Andiara Barbosa Neder - Doutoranda em Ciência da Religião pelo PPCIR - UFJF

Atualmente as relações interpessoais se delineiam e se articulam nos mais diversos ambientes sociais e virtuais. Tais contextos, que se apresentam em trânsito perene, trazem intrinsecamente questões relativas a gênero e religião. Questões essas que se definem histórica e socialmente em ambiente culturais, onde absorvem e tramitam entre tais influências presentes no meio. Destarte, discutir as relações de poder que se constroem no interior do espaço religioso e levantar questionamentos acerca de como essas relações refletem movimentos na área de gênero, se mostra de suma importância,principalmente se observarmos os contextos nos quais os indivíduos envolvidos nessas relações de poder se articulam. A religião, como sistema de sentido, influencia na maneira dos sujeitos se reconhecerem na sociedade, construindo identidades e contextos hierárquicos sexuais. Este GT objetiva suscitar discussões em torno das relações entre gênero e religião considerando os espaços diversos onde tramitam e se articulam, tangenciando ademais seus possíveis desdobramentos socioculturais.

Palavras-chave: Gênero; Religião; Relações de poder.


12 - Música, Religião e Espiritualidade


Thiago de Menezes Machado - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Valdevino de Albuquerque Júnior - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF

Este grupo de trabalho objetiva abrir um espaço de discussões sobre as relações entre música, religião e espiritualidade. A música figura como um importante elemento na construção social e simbólica da experiência religiosa, seja como forma de autoexpressão da alma religiosa individual ou como memória coletiva de uma tradição. A temática religiosa não se limitaà música sacra. Ela permeia também a música dita “secular”. O reflexo do catolicismo no universo da viola caipira, o rastafarianismo veiculado pelo reggae, a influência da espiritualidade indígena e afro-brasileira presente na MPB e os temas paganistas e satanistas presentes no heavy metal evidenciam a presença da religião na música de forma ampla. Deste modo, este GT propõe que se discuta as várias formas de interação entre música, espiritualidade e religião, contemplando tanto os aspectos técnicos e estéticos da composição musical quanto os conteúdos simbólicos e ideológicos que são comunicados através dela. Sob um viés interdisciplinar, o GT busca articular contribuições formuladas a partir das perspectivas da ciência da religião, antropologia, sociologia, etnomusicologia comunicação, história e disciplinas afins.

Palavras-Chave: Espiritualidade, Música, Experiência Religiosa, Estética.


13 - Religião, filosofia e sistema de crenças


Robson Pedro Veras - Docente de graduação - FAMICHE
Gilson Xavier de Azevedo - Docente de graduação - UEG
Carolina Teles Lemos - Docente Stricto Sensu - PUC GO

Considera-se, para efeito de debate, a religião em seus mais variados aspectos, sentidos e performances filosóficas e sociais, produtora de simbolismos e significados (Geertz; Bourdieu). Ao propor pensar as muitas nuances do termo religião, abre-se um leque de possibilidades em relação às pesquisas que discutem o papel, a presença, a ação, o significado e a atual relevância que o elemento religião possui nas condições de fato social e na ação burocrática (Durkheim, Weber). Em primeiro lugar, a religião, em seu sentido macro, é, ao mesmo tempo, elemento fundante e fundado pelas muitas estruturas sociais existentes, atravessando os campos da antropologia estrutural e da sociologia compreensiva. Em segundo lugar, essa mesma religião, enquanto estrutura, (Lumann; Strauss) desenvolve-se em sociedade a partir dos campos e de elementos como hábito, afetividade, fatores socioculturais e conceitos adquiridos, dado que tais fatores estão relacionados ao elemento motriz, tanto de religião e sociedade que é a crença ou, em seu todo, o sistema de crenças. Em terceiro, pretende-se debater as muitas temáticas que este GT abriga, a partir da concepção de Sistema de Crenças (Freud; Cotterall) enquanto origem e fonte das muitas construções sociais no atual contexto de mundo.

Palavras-Chave: Religião. Filosofia. Sociedade. Cultura. Sistema de crenças.


14 - Religião, comunicação e identidades


Karina Kosicki Bellotti – Doutora em História e, Professora do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História - UFPR
Leon Adan Carvalho - Doutorando em História - UFPR

Este grupo de trabalho visa reunir pesquisadores (as) das mais diferentes áreas do conhecimento que abordem as relações entre religião/religiões, comunicação e questões de identidade cultural, nacional, de raça, gênero, classe, dentre outros recortes temáticos e suas intersecções. Este GT compreende pesquisas que analisam as seguintes relações: a incorporação/uso de meios de comunicação variados por grupos religiosos; a presença de elementos religiosos/espirituais em veículos e produtos de comunicação e mídia seculares; a articulação de símbolos e discursos religiosos em meios de comunicação para a construção/manutenção identitária de grupos sociais/religiosos, dentre outras temáticas que explorem as relações entre religião, comunicação e identidades. Por comunicação, entendemos tanto os meios de comunicação mais recentes (como as redes sociais digitais), quanto expressões artísticas e culturais que mobilizem os sentidos para experiências religiosas e espirituais. Assim, este GT aceitará pesquisas que lidem com mídias modernas (digitais, impressas, audiovisuais, iconográficas, etc.) e com cultura material religiosa e artística.

Palavras-chave: religião, comunicação, mídia, identidade, alteridade.


15 - Artes de curar e religiosidades: medicinas e espiritualidade na intervenção do corpo doente


Maciel Antonio Silveira Fonseca - Doutorando em História UFJF
Marcos Estevam Vasconcelos Silva - Doutorando em História UFJF
Washington Francisco Londres - Educador Físico, especialista em Reabilitação Cardíaca e Atenção Primária a Saúde - UFJF

Este Grupo de Trabalho tem por escopo reunir e apresentar trabalhos que busquem contribuir para o entendimento dos significados conferidos por indivíduos e por diferentes grupos sociais à experiência da doença e da melhor forma de curá-la em diversas sociedades ao longo da História. Sob tal perspectiva, este GT abarca tanto as “artes de curar” tradicionais, que em grande parte foram e ainda são praticadas a partir de preceitos religiosos pautados em concepções que compreendemo funcionamento do corpo integrado a questões sobrenaturais, como as práticas médicas orientadas pelo discurso científico. Pretende-se, portanto, contemplar as diversas pesquisas que apontem o lugar social da cura e da relação estabelecida entre espiritualidade e medicina, bem como o lugar dos agentes que buscavam e propiciavam a cura,fosse este médico acadêmico, barbeiro, curandeiro, xamã, benzedeiro ou qualquer outro indivíduo que atuasse em prol do reestabelecimento da saúde física, mental ou espiritual. A interdisciplinaridade das pesquisas e dos campos de abordagens (filosófico, histórico, sociológico, psicológico, jurídico e afins) possibilitará maior diálogo entre os trabalhos e as perspectivas de estudos, contribuindo para a reconstrução histórica e social de práticas culturais relacionadas à cura desempenhadas por indivíduos e grupos sociais.

Palavras-chave: Artes de Curar, Medicina, Espiritualidades, Religiosidades.


16 - Contemporaneidade (pós-modernidade) e espiritualidades


Douglas Willian Ferreira - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Dra.Tatiene Ciribelli Santos Almeida - Doutora em Ciência da Religião - UFJF



O GT Contemporaneidade (pós-modernidade) e espiritualidades objetiva reunir pesquisadores que investiguem sobre as diversas concepções de espiritualidade no contexto contemporâneo e/ou pós-moderno. Desse modo, considera-se também pertinente a discussão sobre as distintas formulações do fenômeno religioso, como por exemplo, a tendência de racionalização da fé que culmina, muitas vezes, no surgimento de espiritualidades laicas e céticas. Não somente nesse âmbito, as discussões do GT se abrem, também, para a compreensão da espiritualidade do homem religioso, crente e íntimo da experiência com o Divino. Nessa perspectiva, valorizar-se-á pesquisas que proporcionem o diálogo entre filosofia e religião, psicologia e religião e, mesmo, a experiência mística da espiritualidade. Como principais objetivos se propõe: a valorização do fenômeno religioso como fundamento da experiência espiritual; a análise das transformações provocadas pela espiritualidade na vida do homem contemporâneo; o reconhecimento e o diálogo com as diversas manifestações espirituais, incluindo sua vertente ateísta, cética e também laica, que caracteriza a pluralidade do século XXI; apresentar a espiritualidade como possibilitadora da superação da violência em suas diversas manifestações; avaliar a centralidade da espiritualidade na prática religiosa e social; destacar a espiritualidade como fundamento do diálogo entre as religiões e da fuga dos fundamentalismos e, por fim, refletir acerca da importância do estudo da espiritualidade na Ciência da Religião.


Palavras-chave: Espiritualidades. Pós-modernidade. Ciência da Religião.


17 - Religião, Política e Direitos humanos


Fábio Py Murta de Almeida - Doutor em Teologia - PUC-RJ
João Luiz Moura de Sá - Mestrando em Ciências da Religião - UMESP
Fellipe dos Anjos Pereira - Mestrando em Ciências da Religião - UMESP

A ideia de que seres humanos possuem o direito de serem tratados com dignidade encontra fundamento no que a teologia cristã chama de imagem e semelhança. A expressão dignidade humana ou sacralidade da vida, segundo o pesquisador Jung Mo Sung, “é uma criação de religiões universais [...] Em nome da sacralidade da vida ou da vida humana como critério último e o bem maior, o Ocidente criou e assumiu a noção de que todos os seres humanos possuem certos direitos básicos” (SUNG, 2017. p 236).  Nesse sentido, faz-se necessária uma análise criteriosa acerca do papel das religiões na promoção (ou não) de direitos humanos. Se por um lado as religiões em suas faces hegemônicas articulam-se na criação de bancadas, leis e eleições para cargos no executivo e legislativo, a fim de fazerem circular seus discursos fundamentalistas “contra as ideologias que querem destruir a família brasileira”, o que o pesquisador Boaventura de Sousa Santos chamou de “Teologia Política Fundamentalista” (BOAVENTURA, 2014, p. 38); por outro, pessoas, organizações e movimentos sociais religiosos estão lutando por garantia de direitos, dignidade e justiça social, ou nas palavras de Boaventura, uma “Teologia Política Progressista” (BOAVENTURA, 2014, p. 38). Portanto, a presente proposta de GT pretende receber pesquisas que refletem a participação de religiosos na política partidária e qual influência esses atores exercem na produção, reprodução, garantia ou rejeição de direitos. Ou ainda, conhecer, reconhecer e dar visibilidade a pessoas e/ou iniciativas religiosas que estão a margem de disputas políticas partidárias, mas na luta pelo reconhecimento da dignidade humana em todos os seus aspectos. 

Palavras-chave: Religião e direitos humanos; Democracia; Igreja e sociedade; Justiça social.


18 - Tradições e religiões asiáticas


Bruno do Carmo Silva - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Matheus Landau de Carvalho - Mestre em Ciência da Religião - UFJF

O objetivo do GT Tradições e Religiões Asiáticas é reunir pesquisadores/as visando estimular os estudos e o diálogo em torno da pluralidade de tradições que se desenvolveram na Ásia – em especial no subcontinente indiano, no leste e no sul asiáticos. Estes estudos podem ser compreendidos através: (1) de uma dimensão religiosa, expressa em práticas rituais e devocionais, narrativas mitológicas, sistemas de moralidade e produções artísticas; (2) de uma dimensão filosófica, identificada na investigação dos princípios metafísicos, ontológicos, lógicos, éticos e estéticos que caracterizam especulações de caráter cognitivo e soteriológico; e (3) de uma dimensão histórica, que englobe expressões socioculturais e literárias genuinamente asiáticas como objeto de análise de metodologias das Ciências Humanas, como a Sociologia, a Linguística, a Psicologia, a Antropologia, a Ciência Política, a Teologia, a Geografia, a Literatura e a História. Seja qual for a dimensão da pesquisa, deve refletir iniciativas contemporâneas de compreensão e/ou revisão de vários estudos e realidades orientais, incluindo processos de transplantação ou transnacionalização cultural, estudo comparado das religiões e perspectivas de diálogo inter-religioso. Tendo em vista a situação ainda acanhada da pesquisa nessas temáticas no Brasil, no mundo lusófono em geral, e em toda a América Latina, acreditamos que este GT contribuirá com a construção do campo de estudo das religiões asiáticas entre os cientistas da religião do Brasil e de toda a comunidade lusófona.

Palavras-chave: tradições religiosas asiáticas; tradições filosóficas asiáticas; história da Ásia.


19 - Psicologia e religião


Bruno Albuquerque - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF) 
Rebecca Ferreira Lobo Andrade Maciel - Mestranda em Ciências da Religião (UMESP)
Allan Felipe Santos de Freitas - Mestrando em Psicologia Social (PPGPS-UERJ)

As ciências da religião possibilitam o intercâmbio interdisciplinar entre muitas áreas que se dedicam a investigar as variedades do fenômeno religioso. Desde o surgimento da psicologia moderna, esta disciplina interpreta as experiências religiosas em suas articulações entre psiquismo e cultura, contribuindo significativamente para o conhecimento científico da religião compreendida como uma dimensão fundamental do ser humano. Wilhelm Wundt, um dos fundadores da psicologia moderna, dedicou-se a esse tema em sua pesquisa sobre a psicologia dos povos. William James inaugurou o campo da psicologia da religião com a obra “As variedades da experiência religiosa”. Pierre Janet, no terreno da psicopatologia, buscou compreender o funcionamento psíquico da religiosidade em articulação com a loucura e a patologia. Sigmund Freud, fundador da psicanálise, formulou diversas hipóteses para interpretar as experiências religiosas em relação com a dinâmica inconsciente. Carl Gustav Jung, pai da psicologia analítica, dedicou dezenas de livros ao tema da religião. Inúmeros psicólogos e psicanalistas contribuíram para ampliar consideravelmente as possibilidades interpretativas inauguradas por esses e outros autores. No campo da psicologia social, abordagens como a teoria das representações sociais inaugurada por Serge Moscovici investigam as configurações contemporâneas das crenças e práticas religiosas. A proposta deste grupo de trabalho é possibilitar um espaço para que os pesquisadores compartilhem os resultados de seus estudos nas mais diversas áreas da psicologia, proporcionado por metodologias e análises tão plurais, a fim de avançarmos na compreensão do fenômeno religioso na contemporaneidade.

Palavras-chave: psicologia; psicoterapias; psicologia social; religião; experiência religiosa.


20 - Novas dinâmicas religiosas na configuração da contemporaneidade


Volney J. Berkenbrock - Doutor pela Rheinische Friedrich-Wilhelm Universität Bonn. Professor do Programa de Pós-graduação em Ciência da Religião - UFJF
Elza Aparecida de Oliveira - Doutoranda em Ciência da Religião - UFJF

Este GT configura-se como um espaço para a apresentação de pesquisas e discussões sobre estruturas ou fenômenos da religião. Pretende-se colocar em debate elementos que apontem para uma possível reestruturação ou reapresentação da religião na contemporaneidade, seja em termos de grupos religiosos, de estruturas religiosas, de espaços religiosos, de eventos religiosos ou mesmo teologias. Dentre os aspectos que mais chamam atenção no atual cenário sociocultural,sem dúvida, a questão do pluralismo religioso destaca-se com o surgimento, a cada dia, de novas formas de religiosidade, seja de cultos, ritos ou espaços religiosos, o que condicionam construções e manutenções constantes dessas identidades religiosas. O fator urbanização e modernidade também contribuem para uma nova roupagem dessas plausibilidades religiosas, seja na interface da religião com o espaço, com a natureza, com a sociedade, com a ecologia. Visto este cenário, é preciso pensar em novas formações e/ou conformações religiosas, inclusive buscar compreender os processos que ocasionam essas mudanças no campo religioso. Para este GT esperam-se comunicações que contribuam para o repensar de algumas possibilidades das religiões, religiosidades ou espiritualidades na sociedade em vista das mudanças que vêm ocorrendo, seja em forma de novos espaços ou formas de culto, novas instalações, ou novas ideologias.

Palavras-chave: inovação, novos espaços, ritos contemporâneos, modernidade religiosa. 


21 - Dimensões históricas do fenômeno religioso


Milton Carlos Costa - Livre-docente em Historiografia - UNESP Campus de Assis
Ricardo Gião Bortolotti - Doutor em Comunicação e Semiótica - PUC-SP
Luiz Cambraia Karat Gouvêa da Silva - Doutorando do Programa de Pós-graduação em História - UNESP Campus de Assis

O sagrado e suas especificidades acompanham o homem desde tempos imemoriais. O contato com a natureza inóspita revelava um mundo animado de seres e de condições pouco favoráveis à sobrevivência do indivíduo, o qual, diante de forças descomunais, subjugava-se e se protegia a partir de rituais e de comportamentos padronizados. As civilizações antigas dedicavam grandes empreendimentos para contatar e reverenciar seu mundo sagrado. As várias religiões que inauguraram a humanidade atravessaram séculos e continuam a determinar o modo de ver e de tratar as relações na sociedade. Houve um tempo em que se pensava que a religião e as formas do sagrado estariam em franca decadência e que a ciência substituiria as crenças eternas. O crescente conhecimento daria lugar à racionalidade exacerbada e as crenças supersticiosas não teriam qualquer papel na sociedade. Durkheim, Weber, Freud, Berger, entre outros, dedicaram parte de seus estudos a fim de mostrar o valor da religião para o homem. Diante da importância que assume a experiência do sagrado, propomos uma discussão sobre ela e as expressões resultantes da reflexão histórica, sociológica, filosófica e científica. Essa proposta justifica-se uma vez que a história nos mostra que o mundo atual, desde o surgimento do pensamento científico até as altas performances tecnológicas, não serviu para livrar o homem do sagrado. Podemos notar o avanço das mais diversas formas de contato com o sagrado vivido no mundo atual a partir da liquidez das crenças no espaço urbano.

Palavras-chave: cultura; história; religião; sagrado; sociedade.


22 - Debates sobre ciência, laicidade e antirreligiosidade


Rogério Fernandes da Silva - Doutorando em Humanidades, Culturas e Artes - UNIGRANRIO
Antonio José de Figueiredo Pinto - Doutorando em Humanidades, Culturas e Artes - UNIGRANRIO
Maria Inês de Andrade Cruz - Doutoranda em Humanidades, Culturas e Artes - UNIGRANRIO

Uma das novas tendências do campo religioso brasileiro se fundamenta no conflito entre ciência e religião: a irreligiosidade e/ou antirreligiosidade. A ideia de conflito entre ciência e religião faz parte da identidade de diversos grupos que se contrapõe à cultura religiosa. Neste caso, temos o discurso de laicidade como um antídoto para todo e qualquer conflito sociocultural em que a religião se interpõe. A laicidade é entendida fora de seu aspecto político dentro do Estado para se tornar solução para as demandas de vários grupos sociais, como uma resposta geral e não muito bem definida a diversos enfrentamentos dentro de nossa sociedade. No Brasil também vivemos uma tensão entre a cultura religiosa, a irreligiosidade e a antirreligiosa. Visamos discussões que contenham tanto grupos antirreligiosos quanto grupos religiosos contra o secularismo e/ou contra a ciência mainstream atual (como antidarwinismo, grupos que defendem terra plana, estudos de gênero etc). Então, buscamos diálogo sincero com os pesquisadores neste grupo de forma transdisciplinar para melhor compreendermos as dinâmicas desses conflitos.

Palavras-chaves: irreligiosidade, antirreligiosidade, ciência, religião, laicidade.


23 - Espiritismo: suas novas faces no século XXI


Helder Boska - Doutor em Serviço Social UFRJ/UFSC
Pedro Simões - Doutor em Sociologia IUPERJ/UFSC



O Espiritismo vem passando por inúmeras transformações no início do Século XXI. Apesar de constituir-se com a perspectiva de ciência no século XIX, assumiu marcas características das religiões, particularmente no Brasil. Em nosso país, desde a morte de Chico Xavier, assistimos a um reposicionar dos seguidores da doutrina de Kardec. De um lado, surgem novos expoentes, abrindo novas perspectivas de temas e leituras do legado kardequiano. Entre estas mudanças identifica-se uma espetacularização do movimento, com o surgimento dos grandes Congressos e o uso das mídias digitais para propaganda dos eventos e palestras, o crescimento das associações entre Ciência e Religião, buscando nos recursos das ciências acadêmicas a força de legitimação da mensagem religiosa. Por fim, há uma série de quebras do “dogmatismo doutrinário” interno ao movimento. Nesse aspecto, não há uma recusa a Kardec, mas uma ampliação de referências para o entendimento e vivência dos dramas existenciais humanos. Buscam-se novos fundamentos na psicologia Junguiana, na Constelação Familiar e em diversos orientalismos e práticas para “modernizar” o espiritismo.

Estes novos caminhos seriam capazes de reconstruir a relação entre ciência, religião e fé raciocinada do legado Kardequiano? Visam superar a centralidade da assistência aos pobres como meio de salvação? Qual o sentido do lema “Fora da Caridade não há Salvação” neste novo contexto? As questões que esse GT busca discutir são: para onde vai o Espiritismo no Século XXI? Quais suas fontes de legitimação? O que há de novo (continuidades e rupturas) neste mundo em transformação?

Palavras-chave: Espiritismo, Movimento Espírita, Legitimação, Kardecismo, Salvação


24 - Espiritualidades Contemporâneas, (Neo)paganismo, Esoterismo, Nova Era

Dartagnan Abdias Silva - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Jéssica Aquino - Mestranda em Ciência da Religião - UFJF

O mundo moderno trouxe as identidades e as fixações perante as “ofertas” disponíveis no Campo Religioso. Como resposta a esse movimento, a errância religiosa e os vários circuitos se conectaram, criando uma complexa teia de vivências, espiritualidades, experimentações, conceituações. Eventualmente, os errantes encontram pontos de permanência em suas jornadas, pontos que podem ou não representar o futuro de suas jornadas espirituais e religiosas. Como consequência, mais de um ponto de permanência pode ser encontrado. Dentre esses movimentos, nosso grupo focal são aqueles que estudam a complexidade das correntes esotéricas, da Nova Era e do (Neo)paganismo, que trazem consigo um (novo) olhar “encantado” sobre o mundo “secularizado”, ao mesmo tempo que parecem se difundir facilmente ao contemplarem, em vários âmbitos, as demandas e correntes sociais da contemporaneidade como: liberdade para a errância religiosa e espiritual, uma privatização religiosa enquanto se propõe a viver ou se experimenta uma consciência coletiva, resgate natural e culto a terra, empoderamento feminino, entre outros tantos tópicos que podemos listar. O presente Grupo de Trabalho visa criar um espaço de discussão essas religiosidades e espiritualidades, através de trabalhos (comunicações orais e banners) que se proponham a alçar tais debates e compreensões.

Palavras-chave: Paganismo, Espiritualidades Contemporâneas, Esoterismo, Nova Era, Reencantamento


25 - Teosofia antiga e moderna


Ricardo Lindemann - Doutorando em Ciência da Religião - UFJF
Cristiane Szynwelski - Doutoranda em Filosofia - UnB
Silas Roberto Rocha Lima - Mestre em Ciência da Religião - UFJF



O objetivo do GT Teosofia Antiga e Moderna é agregar pesquisadores para estimular o diálogo inter-religioso à luz do estudo teosófico comparativo, que sustenta a unidade essencial das religiões, e apresentar pesquisa opcional em três subdivisões temáticas:

(1) A Teosofia Antiga ocidental, conforme sua origem grega possivelmente remota em Pitágoras e Platão, ou mais recente no Neoplatonismo Alexandrino (Século III dC, significando literalmente “Sabedoria Divina”) a partir de Amônio Sacas, Plotino, Jâmbico, Proclo, Orígenes, entre outros, e suas correlações ou raízes orientais, principalmente no Hinduísmo, Vedanta, Yoga e Budismo;(ii) A Teosofia Moderna, principalmente a partir de Blavatsky e da fundação em 17/11/1875 da Sociedade de Teosófica (e suas derivações: Maçonaria Mista Internacional, Igreja Católica Liberal, etc.), encorajando o estudo comparativo de Religião, Filosofia e Ciência, investigando principalmente A Doutrina Secreta, as Cartas dos Mahatmas, em temas como a relação entre o Absoluto, o Logos ou Deus, as Leis de Periodicidade, Reencarnação, Karma, Evolução e o Plano Divino; autores como Besant, Leadbeater, Jinarajadasa, Sri Ram, Taimni, Krishnamurti, entre outros, e em traduções de Fernando Pessoa como Ideais da Teosofia, A Voz do Silêncio, Introdução ao Yoga;

(iii) As correlações ou correspondências entre a Teosofia Antiga e a Moderna e sua possível unidade.

Tal pesquisa deve contribuir para a Ciência da Religião, com perspectivas de diálogo inter-religioso, para um futuro de progressiva superação do sofrimento humano e dos conflitos contemporâneos de origem religiosa ou filosófico-existencial em busca da unidade e da paz.

Palavras-chave: Teosofia; Neoplatonismo, Blavatsky.


26 - Filosofia da Religião


Maiara Rúbia Miguel - Doutoranda em Ciência da Religião - UFJF
Danilo Mendes - Mestrando em Ciência da Religião - UFJF

O GT “Filosofia da Religião” no CONACIR propõe promovera reunião de diferentes pesquisadores para discussões de cunho filosófico, relativos aos modos de percepção e apreensão do fenômeno religioso. Em vista desse propósito, apresenta-se dois eixos temáticos, sendo: 1) a relação entre fé e razão; 2) conceitos filosóficos ligados a contemporaneidade e o futuro da religião. O GT se caracteriza, de modo geral, pela investigação filosófica do fenômeno religioso em suas múltiplas possibilidades de abordagem e compreensão, a saber: fenomenológica, hermenêutica, teológica ou comparativa. Serão aceitos trabalhos de estudantes de pós-graduação (mestrado e doutorado) das áreas de Ciência da Religião, Filosofia e Teologia para comunicação oral e trabalhos de estudantes de graduação das mesmas áreas para apresentação de banner científico, dispostos a pensar as representações do fenômeno religioso e o futuro da religião.

Palavras-chave: Religião; Fenômeno Religioso; Filosofia.


27 - Religiões e religiosidades ameríndias: regimes de saber, diversidade e mediações na experiência religiosa em contextos indígenas


Maria Cecília dos Santos Ribeiro Simões - Doutora em Ciência da Religião - UFJF
Heiberle Hirsgberg Horácio - Doutor em Ciência da Religião - Unimontes
Siloeh Cerqueira Lopes Piermatei - Mestranda em Ciência da Religião - UFJF

O presente GT objetiva reunir pesquisas relacionadas à religiosidade dos povos indígenas em seus diversos aspectos, a partir de olhares multidisciplinares, pretendendo dar conta de uma lacuna presente nas pesquisas acadêmicas de forma geral e, em especial, na área de Ciência da Religião. Desta forma, trabalhos que envolvam as cosmovisões e os regimes de saber e de conhecimento tradicionais indígenas relacionados aos aspectos sagrados serão contemplados pelo GT. Diante de um contexto de multiplicidade de realidades religiosas indígenas, pretende-se dar espaço para pesquisas voltadas para as mediações, encontros e confrontos entre os regimes de saber tradicionais e as religiões “outras”, contemplando também as diversas expressões das missões em áreas indígenas e as reconfigurações religiosas originárias do contato inter-étnico, tanto em uma perspectiva histórica quanto contemporânea. O GT se abre igualmente a pesquisas pautadas por horizontes epistemológicos pós e decoloniais que compreendam as relações ameríndias com o universo simbólico-religioso em suas mais diversas formas. Serão aceitos também trabalhos que tenham como tema novas espiritualidades que reelaborem o saber xamânico a partir de outras perspectivas religiosas (neo-xamanismos). A presente proposta de GT está ligada ao Grupo de Pesquisas em Religiões e Religiosidades Ameríndias e pretende contribuir para a ampliação das pesquisas relacionadas aos contextos indígenas e suas interfaces com o religioso, possibilitando uma maior inserção do conhecimento sobre os povos indígenas no ambiente acadêmico.

Palavras-chave: religiões ameríndias; saberes tradicionais; xamanismo; mediações


28 - Pesquisas em espiritualidade e saúde


Alexander Moreira-Almeida - Professor Associado de Psiquiatria e Diretor do NUPES - Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Faculdade de Medicina - UFJF. Coordenador das Seções de Espiritualidade e Psiquiatria da Associação Mundial de Psiquiatria e da Associação Brasileira de Psiquiatria. Doutorado - USP e pós-doutorado - Duke University, EUA
Monalisa Cláudia Maria da Silva - Doutoranda em Saúde - UFJF. Professora Assistente, Faculdade de Enfermagem - UFJF
Pedrita Reis Vargas Paulino - Doutoranda em Processos Psicossociais em Saúde - UFJF

A constituição deste grupo de trabalho vem da consciência e da oportunidade de se promover novos saberes e trocas entre o âmbito da Ciência da Religião e pesquisas em Religiosidade/Espiritualidade (R/E) e saúde. Um grande número de estudos vem apontando para a relevância da R/E para a saúde percebida pelo público geral, bem como por acadêmicos e profissionais que atuam na área de saúde. O Brasil atualmente é o quinto país com maior produção acadêmica na área de R/E e saúde. Os objetivos desta proposta de GT são: fomentar a troca de conhecimento, diálogo e reflexão teórica e empírica entre os programas de graduação e pós-graduação que investigam as interfaces entre R/E e saúde; fomentar a interdisciplinaridade; estimular e desenvolver estudos/pesquisa que tenham como objeto a experiência religiosa, em sua natureza e influência; fortalecer saberes sobre a construção das crenças, sobre a experiencia religiosa na cultura, sincretismo religioso e o diálogo entre as tradições religiosas.

Palavras-chave: espiritualidade; saúde; religiosidade; religião; pesquisa.
Palavras-chave: espiritualidade; saúde; religiosidade; religião; pesquisa.


29 - Religião, educação e futuro: práticas escolares desafiadas pelo pluralismo, laicidade e intolerância

  
Andréa Silveira de Souza – Doutora em Ciência da Religião - UFJF
Tania Alice de Oliveira – Doutoranda em Ciência da Religião - UFJF
  
Este grupo de trabalho pretende debater os pontos de interface entre religião e educação tendo como backgroundo futuro. Pensamos nele não somente pela necessidade de estar em consonância com a temática deste evento, mas, sobretudo, para assinalar a identidade que o Ensino Religioso (ER) vem assumindo nos últimos anos, fruto de discussões em grupos de trabalho e produções científicas que vêm se dedicando incessantemente ao debate de questões como o lugar do Ensino Religioso na educação básica, a sua justificativa e relevância enquanto componente curricular e, por fim, a sua formulação curricular na BNCC. Por esses motivos, o momento atual faz-se oportuno para pensar nos rumos do ER tendo em vista os desafios de uma sociedade plural, laica e muitas vezes intolerante. Esses são pontos de interface importantes na medida em que apontam para o futuro, mas que ao mesmo tempo impõem, no presente, desafios aos profissionais da educação que necessitam, por sua vez, de instrumentalização qualificada para o trabalho com este componente pedagógico. Neste sentido, este grupo de trabalho pretende abarcar comunicações que problematizem tanto os aspectos de ordem epistemológica quanto aqueles de ordem metodológica relacionados à abordagem da religião no espaço escolar da educação básica enquanto mais uma faceta do conhecimento que ajuda a explicar a realidade.

Palavras-chave: educação; religião; desafio.


30 - Masculinidades: reflexões contemporâneas sobre corpo, gênero, raça e religião


Ana Beatriz Vilhena - Doutoranda em Ciência da Religião - UFJF 
Lucas Soares dos Santos - Mestrando em Ciência da Religião - UFJF

O debate sobre as masculinidades tem ocupado cada dia mais espaço no cenário acadêmico brasileiro. A temática é cada vez mais comum em currículos universitários das áreas como Antropologia, estudos culturais, cinema e literatura, estudos de gênero, história e sociologia e, mais atualmente, Ciências da Religião.

A religião está intimamente ligada a uma parte essencial da matriz sócio-histórica que fornece a plataforma necessária para a formação da identidade dos indivíduos. Deste modo, é possível indicar que ela influencia as ideias hegemônicas de masculinidade e feminilidade existentes nas culturas e sociedades, tendo em vista o seu importante papel na formação e consolidação das mesmas. Posto isso, esse GT visa discutir e compreender a influência das ideias religiosas no processo de surgimento das imagens e discursos que expressam o modelo hegemônico de masculinidade, masculinidades alternativas (negras, LGBT+ e outras) e a sua existência nos diversos espaços sociais: família, escola, universidades, instituições de pesquisa e, principalmente, religião.

Desejamos fomentar um espaço no qual o fenômeno do gênero masculino - como identidade, prática, discurso e estrutura - é examinado usando a gama de metodologias encontradas no amplo campo das Ciência(s) da(s) Religião(ões), Ciências Sociais e demais saberes. Intentamos receber propostas que explorem a interseção entre religiões e práticas, rituais e ideias / representações de corpos ​​em relação a gênero, sexualidade, masculinidade e feminilidade.

Palavras-chave: masculinidade, religião, gênero