GRUPOS DE TRABALHO

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GT 01 - Catolicismo e democracia: Diálogos e rupturas nos espaços públicos e virtuais


Me. Paulo Victor Zaquieu-Higino – Doutorando em Ciência da Religião - UFJF

Me. Thiago Luiz de Sousa – Doutorando em Filosofia - UFMG 


O GT compreende o Catolicismo como uma vertente cristã, cuja expressão se dá de modo plural na sociedade ao longo da história. É inegável a participação da Igreja Católica na constituição do Ocidente, especialmente no Brasil, ainda que para negar-lhe legitimidade. Apesar de uma pretensa uniformidade, o orbi católico possui uma diversidade de interpretações e identidades, e, por conseguinte, diferentes modos de compreender e participar da vida na polis. Tal presença nem sempre se dá de modo harmônico, mas recorrentemente marcada por disputas intra eclesiais, entre grupos ditos conservadores e progressistas, e extras eclesiais, relacionadas a outras expressões religiosas cristãs, não cristãs, e não religiosas. A partir de tais pressupostos, este grupo de trabalho objetiva unir pesquisadores interessados em discutir as diversas temáticas relacionadas à Igreja Católica e sua participação nos espaços públicos e virtuais, particularmente aquelas que manifestam as tensões o processo democrático em suas muitas interfaces. Deste modo, o GT propõe, entre outros, as percepções de democracia no Catolicismo Romano, Organização e Hierarquia Eclesiástica; no Catolicismo Popular; nas Teologias e Filosofias; e representações de grupos, tradicionalistas e neoconservadores; Relações da Igreja com a política, artes, teologias dissidentes e movimentos sociais católicos.

Palavras-chave: Catolicismo. Democracia e Espaços Público. Mídias Sociais. Expressões do catolicismo nas sociedades.


GT 02 - Espiritualidades, Ateísmo e as tecnologias de comunicação


Grazyelle Fonseca - Doutoranda PPCIR/UFJF

Melquisedeque Castro – Mestrando PPCIR/UFJF
melquisedeque_psique@yahoo.com.br


O objetivo do presente Grupo de Trabalho (GT) é promover um debate acerca dos usos das diferentes tecnologias de comunicação social (imprensa, cinema, rádio, televisão, fotografia e internet) por movimentos espiritualistas (novos movimentos religiosos ou New Age), espíritas e ateístas. Parte-se do pressuposto de que as mídias são culturais, dotadas das dimensões simbólicas e sociais; cujos discursos e representações simbólicas abarcam, inclusive, as instâncias religiosas e os debates acerca do ceticismo. Compreende-se que, a partir das dimensões simbólicas e sociais dos meios de comunicação, bem como da dimensão dos aspectos técnicos, os sujeitos estabelecem um intercâmbio de informações e visões de mundo; diminuem as noções de espaço e tempo; e tornam mediadas suas respectivas relações com o sagrado e o profano, o plano material e as representações do transcendente. Desta maneira, este grupo de trabalho possui perspectiva de reflexão interdisciplinar, a fim de debater sobre: identidades; representações; mídias e espiritualidades; performances; discursos e controvérsias espiritualistas e ceticistas.

Palavras-chave: Espiritualidades, New Age, Espiritismo, Ateísmo, Mídias


GT 03 - Filosofia da Religião


Luis Gabriel Provinciatto – Doutorando em Ciência da Religião – UFJF

Danilo Mendes – Doutorando em Ciência da Religião – UFJF


O GT “Filosofia da Religião” no CONACIR propõe promover, a reunião de diferentes pesquisadores para discutir reflexões, de cunho filosófico, relativos aos modos de percepção e apreensão do fenômeno religioso. Em vista desse propósito, apresenta-se dois eixos temáticos, sendo: 1) a relação entre fé e razão; 2) conceitos filosóficos ligados a contemporaneidade e o futuro da religião. O GT se caracteriza, de modo geral, pela investigação filosófica do fenômeno religioso em suas múltiplas possibilidades de abordagem e compreensão, a saber: fenomenológica, hermenêutica, teológica ou comparativa. Serão aceitos trabalhos de estudantes de pós-graduação (mestrado e doutorado) das áreas de Ciência da Religião, Filosofia e Teologia para comunicação oral e trabalhos de estudantes de graduação das mesmas áreas para apresentação de banner científico, dispostos a pensar as representações do fenômeno religioso e o futuro da religião.

Palavras-chave: Religião; Fenômeno Religioso; Filosofia da Religião


GT 04 -  Gênero, raça e poder nas religiões de Matriz Africana


Gilmara Santos Mariosa - Doutoranda em Psicologia Social pela UFMG

Ronald Belinassi - Mestrando em Ciência da Religião


O cenário afro religioso da cidade de Juiz de Fora e Minas Gerais é diversificado e complexo. As origens remetem tanto ao canjerê e calundus mineiros como também influências externas, principalmente do Rio de Janeiro e Bahia, resultando em uma construção de terreiros de Candomblé e Umbanda com característica peculiares. Além disso destacamos à necessidade de reconhecimento do protagonismo feminino junto ao povo de santo e da possibilidade de refletirmos sobre essas formas de organização. Vivemos em uma sociedade misógina, sexista e racista na qual as mulheres são vítimas de diversas situações de violência, silenciamento e invisibilização. Porém, também identificamos o protagonismo e pioneirismo de mulheres negras na fundação dos cultos afro brasileiros. Por isso é importante adentrarmos no universo das religiões de matriz africana para compreendermos como operam essas relações nos terreiros. Partindo desse pressuposto, propomos para esse Grupo de Trabalho um debate para aprofundamento nas seguintes questões: poder, gênero e raça em terreiros ; identificar se há reconhecimento do poder feminino e da identidade afro religiosa; identificar se há imposição heteronormativa nos terreiros; discutir a questão da possessão e seus efeitos no imaginário religioso; e compreender como os praticantes desses cultos lidam com tais questões.

Palavras Chave: religiões de matriz africana; gênero; raça, poder; identidade.


GT 05 - Identidade, conservadorismo e modernidade: discussões a respeito do pensamento conservador em grupos religiosos


Karolina dos Santos – Mestranda em Ciência da Religião – UFJF

Me. Rafael de Souza Bertante - Doutorando em Ciência da Religião – UFJF


Junto a modernidade e toda a sua complexidade, vemos movimentos que procuram reforçar identidades, enquanto outros caem em crises de sentidos. Neste contexto de transformações, a globalização acabou diminuindo distâncias e propiciando uma gama de interações que podem resultar em relações harmônicas ou não. O maior contato com influências externas e a forma como as sociedades reagem as essas, dependem necessariamente de sua identidade. Assim, quando olhamos para as sociedades modernas, percebemos mais ou menos dificuldades na concordância em processos de formação da identidade e no convívio de sentido. Contudo, ressaltamos a existência da crise de sentido ou de identidade desses grupos. Tal crise abre espaço para fundamentalismos e linhas conservadoras, responsáveis por apresentar interpretações, que por vezes, pregam o “retorno da tradição” como um modelo a ser seguido. Entretanto, apesar do apelo para esse “retorno às origens”, não devemos negar o quanto de modernidade há nessas interpretações e linhas de pensamento. Deste modo, o presente Grupo de Trabalho procura abrir espaços para discussões a respeito do pensamento conservador, formado por grupos religiosos, levando em conta as linhas de interpretações que procuram modelos ideais de religião, além de buscarmos dialogar com ideias da modernidade.

Palavras-chave: Identidade; Conservadorismo; Modernidade;


GT 06 - Religião e Arte


Vinicius Tobias - Doutorando em Ciência da Religião pelo PPCIR/UFJF

Carlos Eduardo Couto - Doutorando em Artes, Cultura e Linguagens pelo PPGACL/UFJF
carloseduardocouto@hotmail.com


Religião e Arte guardam relações congênitas entre si. Consideradas como campos da construção de sentido humano, ambas têm como semelhanças o fato de terem o discurso simbólico como linguagem fundante de suas práxis. As religiões, sejam elas institucionalizadas ou não, sempre utilizaram a arte como uma forma de representação da fé e como um meio de conectar o homem a uma dimensão sagrada, e algumas religiosidades são vividas por meios artísticos. Não obstante, a arte secular não pode ser entendida como simples labor estético, sendo um espaço onde é guardada uma busca existencial pela condição humana e por aquilo que há de incondicional em sua finitude marcada pela materialidade – e a abordagem do existencialismo na arte também é assunto da(s) Ciência(s) da(s) Religião(ões) . As pesquisas sobre esse diálogo interdisciplinar são comuns no meio acadêmico. O GT pretende então reunir pesquisadores que investiguem as diversas articulações entre religião e arte – em diferentes configurações, em diversas tradições religiosas e nas variadas modalidades artísticas, como pintura, escultura, literatura, poesia, música, arquitetura, cultura popular, audiovisual e quadrinhos – visando não apenas o apresentar e o debater de seus respectivos temas de estudo, mas também buscando apontar novos desafios e possibilidades de trabalho.

Palavras Chave: Religião na Arte; Arte Sacra; Existencialismo na Arte; Espiritualidades Artísticas.

GT 07 - Religiões afro-indígenas brasileiras: perspectivas educacionais, culturais, religiosas, econômicas e políticas

Denise David Caxias - Doutoranda em Geografia/ UFPR

Júlio Guills Mattos dos Santos- Mestrando em Educação/ UFF


Este Grupo de Trabalho concentra-se no tema das Religiões Afro-indígenas brasileiras, como Candomblé, Umbanda, Catimbó-Jurema, Quimbanda, Terecô, Culto aos Egunguns, Encantaria, entre outros, e nas suas diversas Manifestações em Expressões Culturais, tais como a Capoeira, o Samba, os Grupos Afoxés, os Sincretismos Religiosos e etc. A proposta do GT é ampliar o debate sobre os temas referentes à educação, seja no que tange a lei 10.639 e/ou História da Educação formal e informal; a demanda da Intolerância Religiosa; a espacialidade da Religião na sua diversidade: festas, cultos, apropriação do espaço público, o carnaval; a dimensão “lugar” e “território” da Capoeira, do Samba, dos Grupos Afoxés e a dimensão política e econômica da religiosidade. A construção do espaço social abrange diferentes espacialidades e temporalidades e diferentes processos identitários. Neste sentido, buscamos com o GT abarcar trabalhos de ciências humanas e sociais - geografia, história, sociologia, antropologia, ciência da religião, teologia - com foco nos conflitos territoriais, tensões socioambientais, a espacialidade dos sujeitos, estudos que abordem as expressões culturais/espirituais/sociais/ambientais desses grupos, propostas de Prática de Ensino e trabalhos de âmbito teórico-conceitual.


GT 08 - Religião e cidadania

Ana Luisa Trigo - Doutoranda em Ciência da Religião – PUC-SP


Silvia Geruza Fernandes Rodrigues - · Doutoranda em Ciência da Religião - PUC-SP



A religião pode ser um espaço alternativo de alcance de pessoas em território inóspito onde outras agências sociais não conseguem entrar. Segundo Rubem Alves, a religião se constitui uma alternativa para “aqueles que diariamente experimentam a impotência”, principalmente grupos ou indivíduos segregados, excluídos ou estigmatizados. Locais como prisões, cracolândias, por exemplo, há muito tempo tornaram-se campo de trabalho de missionários e representantes de diversas denominações cristãs que realizam uma obra social relevante. Por outro lado, o conservadorismo religioso com a rejeição de defensores dos direitos humanos e a missão de impor sua crença a toda a sociedade pode impedir o avanço da sociedade para uma maior abrangência da diversidade e do respeito à diferença. Este GT se propõe a apresentar as duas faces da religião como espaço de exercício da cidadania, e como um impedimento a uma sociedade mais justa e mais igualitária.

Palavras Chave: Cidadania, religião, sociedade, conservadorismo, diversidade.


GT 09 - Cristianismo e Espaço Público: aspectos políticos e sociais

Ms. Reinaldo Azevedo Schiavo – doutorando em Sociologia (IUPERJ) e professor do curso de Ciências Sociais (UEMG)

Dr. Fabrício Roberto Costa Oliveira – doutor em Ciências Sociais (UFRRJ) e professor do curso de Ciências Sociais  (UEMG)


A religião e, consequentemente, as instituições religiosas possuem uma considerável influência pública, estabelecendo laços sociais entre indivíduos, determinando normas de conduta e preceitos morais, legitimando e/ou deslegitimando ações coletivas e definindo pautas de debates políticos na ágora. As organizações sociais e políticas não estão isentas das influências do campo religioso, pois a religião, com seus sistemas de práticas e representações, está fortemente relacionada à ordenação do mundo e à estruturação das sociedades. Partindo dessa premissa, a proposta desse Grupo de Trabalho é debater pesquisas sobre a relação entre igrejas cristãs (católica, protestantes, (neo)pentecostais) e a organização/estruturação do espaço público. Serão aceitos trabalhos que abordem a relação e influência de denominações cristãs com a política, com os movimentos sociais, com os sindicatos, com as associações de bairros, etc. Também serão aceitas as pesquisas que analisam a influência do discurso religioso nos debates sobre temas de grande relevância para a ordenação do espaço público como, por exemplo, redução da maioridade penal, homofobia, gênero, corrupção, drogas, alcoolismo, dentre outros.

Palavras-chave: Cristianismo, Política, Espaço Público.


GT 10 - Religião, arte e espiritualidades: Reflexões a partir da liberdade das escolhas de fé e sagrado


Nilza Maria Pacheco Borges - Musicista, Psicóloga, Historiadora, Doutora e Pós doutoranda pelo PPCIR- UFJF
Ana Luísa Moraes Barbosa - Graduada em artes; mestra e doutoranda pelo PPCIR - UFJF

O GT trata de discutir e refletir sobre religião, arte, estética e espiritualidades a partir das pesquisas, que buscam compreender diversas formas de vivenciar religiosidades, vivenciadas através da arte pelas estéticas, em crenças diversas e democráticas, no espaço público. O homem cria a arte como uma forma para sobreviver no meio, expressar o que pensa, divulgar suas crenças (ou a de outros), para explorar novas formas de olhar e interpretar objetos e cenas. O significado substancial da vida é melhor oferecido em certas peças, em ofertas de sacrifício, músicas e danças. Este foio passado, e pode ser o futuro da arte: a reintegração religiosa da arte autônoma na vida, que está integrada ao símbolo da arte. A experiência religiosa não contradiz ou altera a experiência artística: ela a inclui potencialmente à maneira de uma concretização superior. (KAUFMANN). Nesse aspecto, o GT propõe discutir as formas de religiosidades e espiritualidades, envoltos pelas manifestações artísticas em suas várias performances, que requerem um olhar sobre práticas democráticas de vivenciar o sagrado, desvinculado de leis institucionais rígidas e estanques.

Palavras-chave: Religião. Arte. Espiritualidades. Democracia


GT 11 - Espiritualidades Contemporâneas, (Neo)paganismo, Esoterismo, Nova Era


Dartagnan Abdias Silva - Doutorando em Ciência da Religião (UFJF)

Jéssica Aquino - Mestranda em Ciência da Religião (UFJF)


O mundo moderno trouxe as identidades e as permanências perante as religiosidades ofertadas, como resposta a esse movimento, a errância religiosa e os vários circuitos se conectaram criando uma complexa teia de vivências, espiritualidades, experimentações, conceituações. Eventualmente, os errantes encontram pontos de permanência em suas jornadas, pontos que podem ou não representar o futuro de suas jornadas espirituais e religiosas. Como consequência, mais de um ponto de permanência pode ser encontrado. Dentre esses movimentos, nosso público alvo são os pesquisadores e estudiosos da complexidade das correntes Esotéricas, da Nova Era e do (Neo)paganismo, que trazem consigo um (novo) olhar “encantado” sobre o mundo “secularizado”, ao mesmo tempo que parecem se difundir facilmente nesse cenário. O presente Grupo de Trabalho, em seu segundo ano, visa criar e ampliar o espaço de discussão dessas religiosidades e espiritualidades, através de trabalhos (comunicações orais e banners) que se proponham a alçar tais debates e compreensões, na perspectiva também de articular uma rede e um ponto de encontro e discussões.

Palavras-chave: Paganismo, Espiritualidades Contemporâneas, Esoterismo, Nova Era, Reencantamento


GT 12 - Religião, Espiritualidade e Mística


Danielle Campos Ribeiro - Mestranda em Ciência da Religião PPCIR/UFJF
dany.cr3@gmail.com

Karen Aquino Rangel da Costa 
Doutoranda em Ciência da Religião pelo PPCIR/UFJF
karenaquinorangel@hotmail.com 


As religiões não existem separadamente das pessoas que através de suas experiências continuam afirmando a importância da religião em suas trajetórias pessoais. Neste sentido, analisar o fenômeno religioso para além de seu aspecto social e estrutural, a partir da espiritualidade e da experiência mística, é uma forma de compreender como a religião se constrói e se mantém a nível pessoal e no cotidiano do sujeito religioso. São diversas as concepções de espiritualidade e experiência mística na história e no contexto contemporâneo. Sendo assim, o Grupo de Trabalho Religião, Espiritualidade e Mística pretende ser um espaço de diálogo e reflexão sobre as diferentes percepções e abordagens acerca da espiritualidade e da mística, bem como sua importância para o estudo da religião. Portanto, o GT tem como objetivo reunir pesquisadores que investiguem itinerários espirituais, novas formas de espiritualidade, experiências místicas das mais diversas religiões, a espiritualidade como base para o diálogo inter-religioso e temas afins.

Palavras-chave: espiritualidade; experiência religiosa; mística


GT 13 - Em busca de novas chaves de leitura: ciência da religião, teorias feministas e estudos decoloniais em diálogo


Sabrina Alves, doutoranda em Ciência da Religião pela PUC-SP

Manuela Ribeiro Cirigliano, mestranda em Ciência da Religião pela PUC-SP


A história da Ciência da Religião no Brasil, em suas diversas nomenclaturas, é transpassada por uma herança europeia que permeia a construção de seu corpo de conhecimento, seu método e seu objeto de estudo. Por sua vez, as teorias feministas nascidas na Europa e Estados Unidos - que também cruzaram o Atlântico e a Linha do Equador - encontraram lugar no ambiente acadêmico brasileiro, mas vêm encontrando pouco espaço no âmbito da ciência da religião. Tanto as teorias feministas como a ciência da religião - deslocados de sua cultura de origem e inseridos em um país colonizado - adquirem novos significados quando atravessados pelo pensamento dos corpos colonizados. Este GT se propõe a abrigar estudos que discutam as contribuições e possibilidades do pensamento decolonial e das teorias feministas, combinados ou não, para a pesquisa em ciência da religião em suas diversas nomenclaturas (Ciência da Religião, Ciências das Religiões e Ciências das Religião).

Palavras-Chave: estudos decoloniais, estudos feministas, ciência da religião


GT 14 - Religião e Relações Internacionais (R.I.)


Patrícia Simone do Prado - Doutora em Relações Internacionais - Mestra em Ciências da Religião

Thaís Vieira Kierulff da Costa - Mestranda em Relações Internacionais



A conjuntura atual nos revela um mundo que se constrói e reconstrói a partir de elementos que intercambiam entre os âmbitos públicos e privados, levando a questionamentos como o de até que ponto realmente a religião encontra-se separada do Estado. Mesmo em Estados laicos é possível perceber como essa entra na disputa pelo espaço público social ao tornar-se mediadora dos que buscam um sentido de pertença. A religião, assim, torna-se um elemento catalizante de identidade, por isso pode-se pensar que a religião atua como um agente político e como tal estará em uma disputa constante com outros agentes sociais. Nesse sentido, é que se pode dizer da religião como ideológica que ao agregar indivíduos sobre a base de um determinado ethos altera não apenas sua forma de pensar a vida, mas de viver a vida coletiva. O questionamento sobre a linha tênue entre Religião e Estado não se restringe apenas a observação de determinadas proibições dentro de um espaço doméstico, como por exemplo, a Lei francesa sobre o uso do véu em espaços públicos, mas antes, as observações perpassam por espaços e temas além-fronteiras, como a da internacionalização do terror que, transvestida de religião, influencia nas decisões tanto nacionais como internacionais, entre outras. O GT Religião e R.I. têm como objetivo desenvolver o intercâmbio entre essas duas áreas de conhecimento, Religião e Relações Internacionais, a fim de compreender alguns fenômenos que ocorrem nos âmbitos nacional e internacional e que estão direta ou indiretamente ligados a questão religiosa. O GT tem o caráter interdisciplinar e espera receber propostas de pesquisadores interessados em discutir a relação entre religião e os diversos campos que constituem as Relações Internacionais.

Palavras-chave: Religião; Relações Internacionais; Espaço público e privado.


GT 15 - Estados Unidos – religião, sociedade e relações com o campo religioso brasileiro

Daniel Rocha - Doutor em História pela Universidade Federal de Minas Gerais e Professor Colaborador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da PUC Minas

Júlia Maria Junqueira de Barros - Doutora em Ciência da Religião pela UFJF


O objetivo deste Grupo de Trabalho é reunir pesquisadores que discutam, a partir de diferentes abordagens e perspectivas metodológicas, as relações entre religião e sociedade na história dos Estados Unidos da América. Trata-se de um campo de estudos ainda incipiente na Ciência da Religião, mas que vem crescendo devido à acessibilidade cada vez maior a textos, arquivos digitais e outras fontes relativas às relações entre religião e sociedade no contexto norte-americano. Entre os temas que interessam diretamente à proposta deste GT, podemos citar: polêmicas relativas às relações entre Igreja e Estado; relações entre cristianismo e identidade nacional; tensões e conflitos no campo religioso norte-americano; pluralismo religioso nos Estados Unidos; transformações na teologia e na prática do protestantismo norte-americano; polêmicas nas relações entre ciência e religião; religião e arte (cinema, música, literatura, quadrinhos etc.); religião e política; religião e direito; entre outros. Além disso, o GT está aberto para propostas de comunicação que busquem analisar aspectos do campo religioso norte-americano e do campo religioso brasileiro em uma perspectiva comparativa, bem como para pesquisas que analisem a influência norte-americana sobre grupos religiosos brasileiros.

Palavras-Chave: Campo Religioso Norte-Americano. Estados Unidos. Religião e Sociedade.


GT 16 - Estado, Religião e Poder: conflitos de motivação religiosa e mobilizações civis


Vinícius Cruz Pinto (Doutorando em Antropologia UFF/ Bolsista CAPES-DS)

Leonardo Vieira Silva (Mestrando em Antropologia UFF/ Bolsista CNPq)

Este GT tem o objetivo de reunir trabalhos que tenham foco nas relações de poder entre instituições do Estado e a religião ou mobilizações que tenham como motivação os conflitos no espaço público de cunho religioso. Como primeiro eixo, a relação entre Estado e religião, contemplamos pesquisas que analisem a concorrência entre religiões no espaço público ou como as instituições administram conflitos de natureza religiosa. Aqui compreendemos o Estado como um conjunto de regras construídas e executadas no cotidiano pelos indivíduos que detém o poder desta administração conforme a Antropologia Política. Como segundo eixo, é possível abrigar artigos que tenham interesse no estudo de mobilizações civis em busca de reivindicar direitos tanto no espaço público como em articulações com as instituições públicas. De forma geral, os trabalhos devem abranger as relações de poder existente entre os atores tendo discussões sobre os direitos democráticos conflitantes no espaço público ou entre a sociedade civil e as instituições que regulam (e regulamentam) tais conflitos. Os trabalhos devem ter um aporte teórico e empírico, podendo ser de qualquer nível de formação e área científica, focando assim, na transdisciplinaridade o que fortalece o debate quanto a temática.

Palavras-chave: Conflitos religiosos; Administração de conflitos; Estado; Mobilizações


GT 17 - Tradições e religiões asiáticas


Bruno do Carmo Silva - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)
kdbruno@ibest.com.br

Matheus Landau de Carvalho - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)
matheuslcarvalho@ig.com.br



O objetivo do GT Tradições e Religiões Asiáticas é reunir pesquisadores/as visando estimular os estudos e o diálogo em torno da pluralidade de tradições que se desenvolveram na Ásia – em especial no subcontinente indiano, no leste e no sul asiáticos. Estes estudos podem ser compreendidos através: (1) de uma dimensão religiosa, expressa em práticas rituais e devocionais, narrativas mitológicas, sistemas de moralidade e produções artísticas; (2) de uma dimensão filosófica, identificada na investigação dos princípios metafísicos, ontológicos, lógicos, éticos e estéticos que caracterizam especulações de caráter cognitivo e soteriológico; e (3) de uma dimensão histórica, que englobe expressões socioculturais e literárias genuinamente asiáticas como objeto de análise de metodologias das Ciências Humanas, como a Sociologia, a Linguística, a Psicologia, a Antropologia, a Ciência Política, a Teologia, a Geografia, a Literatura e a História. Seja qual for a dimensão da pesquisa, deve refletir iniciativas contemporâneas de compreensão e/ou revisão de vários estudos e realidades orientais, com a possibilidade de incluir processos de transplantação ou transnacionalização cultural, estudo comparado das religiões e perspectivas de diálogo inter-religioso.

Palavras-chave: tradições religiosas asiáticas; tradições filosóficas asiáticas; história da Ásia.



GT 18 - Contemporaneidade (pós-modernidade) e espiritualidades


Douglas Willian Ferreira - Doutorando em Ciência da Religião (UFJF)

Dra. Tatiene Ciribelle – Doutora em Ciência da Religião (UFJF)


O GT Contemporaneidade (pós-modernidade) e espiritualidades objetiva reunir pesquisadores que investigam sobre as diversas concepções de espiritualidade no contexto contemporâneo e/ou pós-moderno. Desse modo, considera-se também pertinente a discussão sobre as distintas formulações do fenômeno religioso, como por exemplo, a tendência de racionalização da fé que culmina, muitas vezes, no surgimento de espiritualidades laicas e céticas. As discussões do GT se abrem, também, para a compreensão da espiritualidade do homem crente que faz sua experiência com o Divino. Como principais objetivos se propõe: valorizar o fenômeno religioso como fundamento da experiência espiritual; analisar as transformações provocadas pela espiritualidade na vida do homem contemporâneo, principalmente ao dialogar com a esfera pública; valorizar o diálogo entre as diversas manifestações espirituais, incluindo sua vertente ateísta, cética e também laica, que caracteriza a pluralidade do século XXI; apresentar a espiritualidade como possibilitadora da superação da violência em suas diversas manifestações; avaliar a centralidade da espiritualidade na prática religiosa e social; destacar a espiritualidade como fundamento do diálogo entre as religiões e da fuga dos fundamentalismos e, por fim, refletir acerca da importância do estudo da espiritualidade na Ciência da Religião.

Palavras-chave: Espiritualidades. Pós-modernidade. Ciência da Religião. Filosofias de vida.


GT 19 - Religião, mídia e discursividades


Celeide Agapito Valadares Nogueira - Doutoranda em Ciência da Religião (UFJF/PPCIR)

Ricardo Rodrigues de Assis - Mestre em Comunicação (PPGCom/UFJF)

Este GT pretende ser espaço para se pensar sobre a relação entre mídia, religião e democracia. O fenômeno religioso apresenta-se por meio de interações simbólicas e de trocas no espaço midiático, o que desencadeia novos modos operativos e comportamentais da fé e experiências religiosas com plurissignificações. Esse contato entre campos simbólicos distintos permite a reconfiguração das esferas religiosa, midiática e a democrática. A dinâmica interacional nas mídias deriva em comportamentos sociais, morais, espirituais, por meio dos quais os sujeitos religiosos encarnam múltiplos modos de ser, refletindo discursos díspares. Assim, os processos democráticos oferecem a possibilidade de coexistência de múltiplos discursos, nas mais diferentes direções e sentidos, permitindo a emergência de discursividades por vezes conflitantes. No entanto, como parte do processo democrático, a religião encontra na mídia espaço para visibilidade institucional, proselitismo ou, inclusive, melhor manutenção da fidelidade. Os espaços midiáticos constituem parte estrutural dos discursos de inúmeras denominações religiosas, incluindo os ruídos causados pelos discursos de intolerância religiosa. Este GT convida à reflexão pesquisadores interessados na interface criada entre mídia e religião que permeia os discursos, bem como as expressões performáticas de religiosidades e modos de crer na contemporaneidade.

Palavras- chaves: Discursividades; Interacionismo simbólico; Mídias; Democracia.


GT 20 - Movimentos religiosos na política contemporânea: articulações conservadoras, laicidade e dilemas éticos


Vinícius Couzzi Mérida, doutorando em Ciências da Religião (PUC-Minas)

Víctor Almeida Gama, mestrando em Ciências da Religião (PUC-Minas)

A onda conservadora que tem se materializado na forma de movimentos e grupos de pressão articulados nos últimos anos, demonstra também a forte influência da religião na esfera política. Como forma de interferir no espaço público e pleitear seus espaços, também os setores religiosos conservadores, bem como os segmentos progressistas, atuam como grupos organizados, por onde se nota o papel desempenhado pelas várias tradições religiosas no contexto político brasileiro. O papel desempenhado por esses movimentos, suas matrizes ideológicas e sua atuação diante de temas polêmicos como aborto, descriminalização de drogas e casamento igualitário demonstram fortes articulações no campo moral. Por outro lado, eventos como o impeachment da ex presidente Dilma Rousseff, amplamente apoiado por setores religiosos como a chamada bancada evangélica, acenam para uma atuação que ultrapassa as questões morais. Os limites de atuação desses movimentos num contexto de Estado laico, a forma como se organizam, suas performances e a complexidade dos discursos que permeiam essas relações são o alvo das reflexões que se pretende acolher neste GT. Todas essas discussões tendo como pano de fundo o contexto político brasileiro atual.

Palavras-chaves: Conservadorismo; Política; Laicidade; Espaço Público


GT 21 - Religiões e religiosidades ameríndias: regimes de saber, diversidade e mediações na experiência religiosa em contextos indígenas


Maria Cecília dos Santos Ribeiro Simões - Doutora em Ciência da Religião (UFJF)

Heiberle Hirsgberg Horácio – Doutor em Ciência da Religião (Unimontes)

O presente GT, em sua segunda edição, objetiva reunir pesquisas relacionadas à religiosidade dos povos indígenas em seus diversos aspectos, a partir de olhares multidisciplinares, pretendendo dar conta de uma lacuna presente nas pesquisas acadêmicas de forma geral e, em especial, na área de Ciência da Religião. Desta forma, trabalhos que envolvam as cosmovisões e os regimes de saber e de conhecimento tradicionais indígenas relacionados aos aspectos sagrados serão contemplados pelo GT. Pretende-se dar espaço para pesquisas voltadas para as mediações, encontros e confrontos entre os regimes de saber tradicionais e as religiões “outras”, contemplando também as diversas expressões das missões em áreas indígenas e as reconfigurações religiosas originárias do contato inter-étnico, tanto em uma perspectiva histórica quanto contemporânea. O GT se abre igualmente a pesquisas pautadas por horizontes epistemológicos pós e decoloniais que compreendam as relações ameríndias com o universo simbólico-religioso em suas mais diversas formas. A presente proposta de GT está ligada ao Grupo de Pesquisas em Religiões e Religiosidades Ameríndias e pretende contribuir para a ampliação das pesquisas relacionadas aos contextos indígenas e suas interfaces com o religioso, possibilitando uma maior inserção do conhecimento sobre os povos indígenas no ambiente acadêmico.

Palavras-chave: religiões ameríndias; saberes tradicionais; xamanismo; mediações


GT 22 - Além dos muros dos Templos. Novas formas de se cultuar o sagrado na contemporaneidade


Elza Aparecida de Oliveira – Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)

Lucineide Costa Santos – Mestra em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)

Este GT tem como propósito receber pesquisas/discussões que abordem como as religiões vem buscado agir na contemporaneidade. A intenção é abordar novas formas de se cultuar o sagrado, sobre estruturas ou fenômenos da religião, onde se possa pôr em debate elementos que apontem para uma possível reestruturação ou reapresentação dessas religiões, seja em termos de grupos religiosos ou de espaços religiosos, enfim, novas formas de se cultuar o sagrado que não se limite aos espaços fixos/internos dos Templos, dialogando com o dentro e fora, espaço privado x público, sagrado e profano. Logo, podemos abordar sobre uma nova caracterização do sagrado e de seu ethos, assim como, novas formas de cultos, de ritos ou de espaços religiosos. O fator urbanização também contribui para essa roupagem, seja na interface da religião com o espaço social ou com a natureza. Visto este cenário, é preciso discutir essas novas formações e/ou conformações religiosas inclusive compreender os processos que ocasionam essas mudanças no campo religioso. Para este GT espera-se comunicações que contribuam para o repensar de algumas possibilidades das religiões ou religiosidades na sociedade em vista das mudanças que vêm ocorrendo, seja em forma de novos espaços ou formas de culto, novas instalações, novas ideologias...

Palavras-chave: Espaços, Ritos contemporâneos, Modernidade, Adaptação.


GT 23 - Interfaces entre Literatura, Religião e História


José Leandro Peters, Doutor, UFJF

Edson Munck Junior, Doutor, UFJF

O enfoque deste GT é reunir pesquisas relacionadas à interface entre literatura, religião e história. Na linha teórica da Nova História Cultural, considera-se que os textos literários dialogam com experiências e expectativas dos seus autores, constituindo-se representações do passado, do presente e do futuro que objetivam atingir determinado público-alvo. Este, por sua vez, pode reagir às ideias apresentadas de modos variados. Nos diversos textos literários, é possível encontrar vestígios da religiosidade de um indivíduo ou de uma sociedade, uma vez o discurso humano provém de determinado lugar, com objetivos específicos, voltando-se para interlocutor e, nesse processo, reflete a sua representação do mundo, da sociedade e da religiosidade. A produção discursiva que se dá é suporte de um sentido que pode ser lido e apropriado sob uma gama infinita de concepções ao longo do tempo. Nesse processo contínuo de apropriação e representação, visões religiosas se manifestam. Portanto, os textos literários, lidos em diálogo pungente com a história e com os saberes do campo da religião, são ricas fontes de pesquisa e de compreensão do fenômeno humano ao longo dos tempos.

Palavras-chave: Literatura. Religião. História.


GT 24 - Experiências negras, artes e religiosidades afro-brasileiras no espaço urbano


Caroline Vieira - Doutora em História Social pela UERJ

Camilla Fogaça - Mestre em História Social pela UERJ
camillafogaca89@gmail.com

Este Grupo de Trabalho pretende discutir pesquisas das áreas das Ciências Humanas vinculadas à temática das religiosidades afro-brasileiras no espaço público, analisando performances e experiências artísticas negras em diversos espaços urbanos locais ou transnacionais. O recorte proposto compreende problemáticas, lugares e tempos variados, propiciando diálogos e trocas interdisciplinares que favoreçam a compreensão das circulações simbólicas e culturais das heranças africanas e de suas constantes (re) criações e manifestações públicas. Serão aceitos trabalhos que discutam formas e faces das religiões de origem africana em diálogo com as reelaborações rituais e culturais por meio do corpo, da dança, da música, da tecnologia, do gênero, da sexualidade, bem como com suas conexões sociais com a elaboração de políticas públicas, as práticas educativas, as produções de memórias, os enfrentamento das intolerâncias e o exercício da democracia. As afrorreligiosidades são entendidas como construções que reinventam seus modos de ser e de fazer, assim como propiciam formas de celebrar legados e heranças africanas (Gilroy, 2001; Matory, 2005).

Palavras-chave: Circulações artísticas; Heranças culturais negras; Intolerâncias religiosas.


GT 25 - Umbanda: histórias, resistência e desafios na contemporaneidade


Kelly Rabello - Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)
kellyarabello@yahoo.com.br

Raquel Turetti Scotton - Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF) 
raquel.turetti@hotmail.com

A Umbanda, vista de forma institucionalizada, apresenta uma formação recente, entretanto, muitas de suas crenças e práticas são conhecidas antes de sua oficialização como religião. As influências das religiões de matriz africana atreladas ao cristianismo, às crenças ameríndias e espíritas kardecistas, possibilitaram a construção de uma religião dotada de simbolismos que resistiu a décadas de perseguição e preconceito. Embora partilhando de um sentido comum, a incorporação de elementos variados não se dá de forma linear, sendo cada casa, centro ou terreiro umbandista dotado de interpretações próprias a partir dos ensinamentos de seus líderes e da vivência religiosa de seus fiéis. Conhecer e compreender as variadas práticas religiosas da Umbanda na contemporaneidade são desafios enfrentados por pesquisadores que desejam aprofundar seus estudos nesta religião. Portanto, o presente GT objetiva proporcionar um espaço de debate e partilha que contribua para o entendimento acerca das variadas constituições religiosas formadas a partir da Umbanda.

Palavras-chave: Umbanda; Religiões afro-brasileiras; Resistência cultural.


GT 26 - Religião e Educação: estudos interdisciplinares sobre discursos e práticas que interferem na dinâmica social


Denis Duarte - Doutorando em Estudos da Religião pela Universidade Católica Portuguesa.

Pedro Paulo Soares da Silva - Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo.

O objetivo deste GT é reunir, numa perspectiva interdisciplinar, estudos e pesquisas que versam sobre as relações entre religião, educação e sociedade. Tanto a religião como a educação fazem parte, de modo significativo, da dinâmica social. Dão origem a discursos e práticas que influenciam diretamente a cultura de uma sociedade. Esse GT abrange, entre outros, os seguintes temas: ensino religioso, universidades confessionais, educação em diferentes espaços confessionais, religião e diferentes segmentos educacionais, novas e antigas formas na relação educação e religião, educação religiosa em espaços diversos, pressupostos teológicos e espirituais das propostas educacionais. A relação entre religião e educação tem proporcionado diversas pesquisas e debates entre cientistas da religião, teólogos e pesquisadores de áreas afins. Afinal, existem inúmeras instituições educacionais que são confessionais, e por outro lado, existe também a questão do ensino religioso nas escolas laicas. Essas e outras problemáticas proporcionam diversas análises e metodologias que enriquecem a discussão do tema a se realizar neste GT.

Palavras-Chave: Educação, Religião, Ensino Religioso


GT 27 - Religião e gênero em espaços plurais


Ana Luíza Gouvêa Neto - Doutora em Ciência da Religião (PPCIR - UFJF)
analu172@hotmail.com

Andiara Barbosa Neder - Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR - UFJF)
andiaraneder@yahoo.com.br


Atualmente as relações interpessoais se delineiam e se articulam nos mais diversos ambientes sociais e virtuais. Tais contextos, que se apresentam em trânsito perene, trazem intrinsecamente questões relativas a gênero e religião. Questões essas que se definem histórica e socialmente em ambiente culturais, onde absorvem e tramitam entre tais influências presentes no meio. Destarte, discutir as relações de poder que se constroem no interior do espaço religioso e levantar questionamentos acerca de como essas relações refletem movimentos na área de gênero, se mostra de suma importância. Principalmente se observarmos os contextos nos quais os indivíduos envolvidos nessas relações de poder se articulam. As religiões, como sistema de sentido, influenciam na maneira dos sujeitos se reconhecerem na sociedade, construindo identidades e contextos hierárquicos sexuais. Este GT objetiva suscitar discussões em torno das relações entre gênero e religião considerando os espaços diversos onde tramitam e se articulam, tangenciando ademais seus possíveis desdobramentos socioculturais.

Palavras-chave: Gênero; Religião; Relações de poder.


GT 28 - Variações sobre Rubem Alves




Edson Fernando de Almeida - Professor do Departamento de Ciência da Religião da UFJF
edsonfernandodealmeida@gmail.com

Gustavo Claudiano Martins - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR - UFJF) 
gcmartins@hotmail.com


Colocamo-nos diante do multifacético e singular pensamento de Rubem Alves, donde brota, sobretudo, a poesia e a visão desconcertante do fenômeno religioso para além dos reducionismos psico-sociológicos. Na teopoetica de Rubem a linguagem religiosa aparece como teia de palavras nascidas das entranhas humanas e lançadas sobre o abismo do mundo para torná-lo um lugar de beleza e verdade. Tal linguagem tece uma rede de símbolos com os quais o homem discrimina objetos, tempos e espaços, como abóboda sagrada a recobrir o mundo; símbolos nos quais se dependura e que fazem seu corpo estremecer. Esta é a marca emocional/existencial da experiência do sagrado. É por isso que Rubem Alves diz que as palavras formam redes, onde as pessoas se deitam, porque é nesse modo de conceber o mundo que se fundamenta a possibilidade de existência humana, é nessa linguagem que se apresenta o sentido da vida. De seus primeiros textos teológicos (em especial sua tese de doutorado intitulada A Theology of human Hope), perpassando suas produções filosóficas sobre a religião (destacando-se “O enigma da religião”, “O que é religião?”, “Religião e Repressão”, “Dogmatismo e Tolerância” e “O suspiro dos oprimidos”) e aportando em suas crônicas, esse grupo temático visa compor “variações sobre Rubem Alves”. Abarca, portanto, trabalhos que se debruçam sobre sua biografia, sobre a vertente singular da Teologia da Libertação elaborada por Rubem, sua extensa produção bibliográfica (ainda que algumas delas não sejam estritamente sobre religião, a temática quase nunca lhe escapa) e também sobre os efeitos das reflexões religiosas dele nos mais diversos segmentos.

Palavras-chave: Rubem Alves; Teopoética; Teologia da Libertação; Religião e Esperança.


GT 29 - Teosofia e religião comparada


Ricardo Lindemann - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)

Silas Roberto Rocha Lima - Doutorando em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)

O objetivo do GT Teosofia e Religião Comparada é agregar pesquisadores para estimular o diálogo inter-religioso e democrático à luz do estudo teosófico comparativo, que sustenta a unidade essencial das religiões, apresentando pesquisa opcional em três subdivisões temáticas:
(i) A Teosofia Antiga ocidental, conforme sua origem grega remota em Pitágoras e Platão, ou mais recente no Neoplatonismo Alexandrino (Século III dC, significando “Sabedoria Divina”) a partir de Amônio Sacas, Plotino, Jâmbico, Proclo, Orígenes, entre outros, e/ou suas correlações ou raízes orientais, principalmente no Hinduísmo, Vedanta, Yoga e Budismo;
(ii) A Teosofia Moderna, a partir de Blavatsky e da fundação em 1875 da Sociedade de Teosófica (e suas derivações: Maçonaria Mista Internacional, Igreja Católica Liberal, etc.) encorajando o estudo comparativo de Religião, Filosofia e Ciência, investigando principalmente A Doutrina Secreta, as Cartas dos Mahatmas, em temas como a relação entre o Absoluto, o Logos ou Deus, as Leis de Periodicidade, Reencarnação, Karma, Evolução e o Plano Divino; autores como Besant, Leadbeater, Jinarajadasa, Sri Ram, Taimni, Krishnamurti, entre outros;
(iii) As correlações entre a Teosofia Antiga e a Moderna e/ou entre a Teosofia e seus princípios em comparação com as diversas religiões ou verificando suas influências recíprocas.

Palavras-chave: Teosofia; Neoplatonismo, Blavatsky, Religião Comparada


GT 30 - Cristianismos e movimentos sociais: atravessamentos e implicações nas lutas sociais


Maria do Carmo Gregório - Doutora em História (UFF)

Joilson de Souza Toledo - Mestre em Ciências da Religião (PUC-GO)
mistagogo@yahoo.com.br

Na sociedade brasileira e em vários outros países da América Latina surgiram a partir de 1960 expressões de seguimento de Jesus que se entendiam em profunda relação com as lutas sociais, tais como Ação Católica Especializada, CEBs, Pastorais Sociais e Pastorais das Juventudes. Inúmeros cristãos se engajaram nas lutas pela redemocratização iniciando trajetórias e militâncias. O sociólogo Michael Löwy ao analisar estas trajetórias e cenários os intitulou de Cristianismo da Libertação (LÖWY, 2000; 2016) entendida para além das igrejas institucionais e num processo de afinidade eletiva com os movimentos sociais (LÖWY, 2014). Este processo impactou não só este momento histórico, mas desembocou na criação de movimentos e partidos políticos de esquerda que até hoje está em lugares de relevância no Brasil. Na atualidade várias pessoas, iniciativas e movimentos sociais implicados com as lutas pela defesa de direitos tem em sua origem e/ou sua vivencia do seguimento de Jesus no compromisso com os empobrecidos. Neste contexto este GT se propõe a acolher pesquisas que versam sobre o cristianismo da libertação; implicações e atravessamentos do cristianismo com os movimentos sociais e a luta pela defesa dos direitos humanos e contra a retirada de direitos, bem como outras pesquisas sobre lutas e movimentos sociais.

Palavras-chave: Religião – militância – cidadania – opção preferencial pelos pobres -


GT 31 - O moderno espiritualismo, o espiritismo e os movimentos de Nova Era em suas relações com Estado, política e reformas sociais.

Prof. Dr. Humberto Schubert Coelho

Vinícius Lara da Costa - Doutorando em Ciências da Religião (PPCIR- UFJF)


A partir dos eventos acontecidos em Hydesville, nos Estados Unidos, em 1848, um novo movimento religioso teve seu início, com base na suposta possibilidade da comunicação entre vivos e mortos através da intervenção de indivíduos especialmente dotados para isso: os médiuns. Partindo desta fenomenologia, antes restrita ao terreno “oculto”, místico ou esotérico, e de uma visão fortemente secularizada, o processo cultural sintetizou e catalisou anseios de um nascente homem moderno, que não obstante queria manter-se espiritual. Assim, o moderno espiritualismo e as religiões mediunistas se desenvolveram no Ocidente, dando origem ao espiritismo kardecista, à teosofia, à umbanda e a outros grupos que mais tarde comporiam a noção de Nova Era. Neste processo, distintas foram as ramificações destes movimentos, que por sua vez assumiram posturas também diversas em relação à política, direitos civis, justiça social, relação com o Estado e a luta por direitos humanos. Buscamos neste GT compreender como os espiritualismos modernos e a Nova Era se posicionaram em relação ao Estado e à democracia entre Estados Unidos, Europa e Brasil, especialmente no que tange a embates de caráter filosóficos, organizacionais e religiosos com outros grupos dominantes desde a segunda metade do séc. XIX até meados do século XX.

Palavras-chave: Modern Spiritualism; Espiritismo; Espiritualismo; Nova Era; Sociedade.


GT 32 - Geografia da Religião na Diversidade

Edimilson Antônio Mota - Prof. Dr: Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação Mestrado de Geografia da UFF – Campos.

Anderson Luiz Barreto - Aluno do Programa de Pós-Graduação Mestrado de Geografia da UFF - Campos


O GT é aberto à reflexão sobre as territorialidades multiculturais da geografia da religião, que discutem racismo estrutural, gênero e identidade, na perspectiva da espacialidade contra-hegemônica por grupos do Movimento Negro e pelo movimento LGBTQI, que buscam o lugar de afirmação nos espaços alternativos contra a intolerância e a invisibilidade nas diferentes escalas de poder produzidas nos discursos das religiões cristãs, de matriz católica, pentecostal e neopentecostal. Na conjuntura do atual governo, a visibilidade política de reconhecimento social conquistada pelo Movimento Negro e pelo movimento LGBTQI está ameaçada pelo conservadorismo político e pelo extremismo de grupos religiosos, que têm se colocado contra as diferentes identidades e aos direitos sociais conquistados pelas minorias. É permanente o enfrentamento contra o racismo, como também ainda hoje a intolerância às religiões de matriz afro-brasileiras têm seus territórios perseguidos e ameaçados com destratos físicos e verbais, o que faz diminuir o lugar de direito a liberdade de culto. Conflitos e disputas pelo direito ao território devem ser combatidos com políticas e programas de educação para a diversidade, conforme preconiza a lei 10.639/03 e a Constituição Federal.

Palavras-chave: Multiculturalismo; racismo estrutural; gênero; identidade.


GT 33 - Novos Movimentos Religiosos e Espiritualidades Laicas

Hamilton Castro da Silva - Doutorando em Ciências da Religião PUC Goiás. Professor pesquisador da UniEuro – Brasília, DF. 
hamilton.sociologia@gmail.com

Alexandre de Siqueira Campos Coelho – Doutorando em Ciências da Religião (PUC Goiás). Professor pesquisador da UniEuro – Brasília, DF. 
prof.alexandrecoelho@gmail.com

As religiões devem ser entendidas como sistemas de sentido que estruturam e organizam os indivíduos inseridos nos espaços sociais (BERGER; 2011). Entretanto, na Modernidade secularizadora, encontramos uma crise de credibilidade nas instituições tradicionais produtoras de sentido (HERVIEU-LÉGER, 2015). Nessa perspectiva, a religião não fica mais restrita ao ambiente da igreja, mas se movimenta para outros espaços, gerando novas afiliações e formas de vivência (GUERRIERO, 2006). Portanto, aumenta no campo religioso brasileiro o número de religiões com base nos recursos que os indivíduos vão encontrando em seu caminho e aqueles que se definem como “sem religião” (TEIXEIRA, 2015). Assim, a proposta deste GT é refletir a partir da desregulação institucional, da expansão e do pluralismo cultural, os novos movimentos religiosos e as espiritualidades laicas.

Palavras-chave: Religião, Modernidade, Espiritualidade.


GT 34 - Religião e educação


Nathália Ferreira de Sousa Martins - Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF)

Tânia Alice de Oliveira - Doutoranda em Ciência da Religião (PPCIR-UFJF). Professora das redes municipal e estadual de Juiz de Fora/MG


Entendemos a religião como um fenômeno humano que molda a visão de mundo dos indivíduos e se entremeia na sociedade como um todo. Nesse sentido ela também está presente na educação, seja nos discursos e modos de vida dos alunos e professores expressos no cotidiano escolar, seja no componente curricular do Ensino Religioso ou também nos temas transversais de outras disciplinas. Em muitos casos esse encontro gera tensões difíceis de serem resolvidas por se tratar de um fato tão intrínseco da vida humana. Sendo assim, nosso objetivo com esse Grupo de Trabalho é reunir pesquisadores que se interessem pela relação entre religião e educação, bem como nos seus desdobramentos e que expressem em suas comunicações experiências pedagógicas, atividades práticas, pesquisas epistemológicas e trabalhos teóricos relativos ao tema.

Palavras-chave: Religião; Educação; ensino religioso; epistemologia; prática pedagógica.


GT 35 - Religiões e religiosidades na Pan-Amazônia: encontros culturais e ressignificações identitárias


Jakson Hansen Marques
Doutor em Sociedade E Cultura na Amazônia - UFAM
UFRR - INSIKIRAN
jakson_marques@hotmail.com

Alfredo Ferreira Souza
Doutor em História Social – UFRJ
Universidade Federal de Roraima – UFRR

O presente GT intitulado: Religiões e Religiosidades na Pan-Amazônia: Encontros Culturais e ressignificações identitárias, traz em seu bojo um aspecto de relevância ímpar para entender a complexidade da região, que é a múltipla diversidade das manifestações religiosas, nos diferentes territórios, lugares, fronteiras que compõem este espaço. Uma região que compreende dinâmicas culturais próprias, manifestações, ressignificações, das mais variadas matizes religiosas. Apresenta-se como uma área fértil para o estudo das mais variadas manifestações religiosas que inclui, por exemplo, o islamismo – fronteira com a Venezuela; o hinduísmo e as religiões orientais – fronteira com a Guiana; as pluralidades religiosas – entre os povos indígenas, as várias manifestações do cristianismo, do afro – brasileirismo, do orientalismo. Estudos já realizados por meio de programas de mestrado e doutorado dão conta desta situação, embora ainda sejam tímidos no aspecto quantitativo. E por esta timidez quantitativa, crê-se na necessidade de ampliação do debate sobre este espaço tão discutida no cenário acadêmico brasileiro.

Palavras-chave: Religiões; Pan-Amazônia; Identidades